O JPMorgan reduziu novamente suas projeções de lucro para a Tesla (TSLA), citando a crescente preocupação com a imagem de Elon Musk e seu impacto negativo sobre a marca. A análise surge após a divulgação dos números de entrega de veículos da Tesla no primeiro trimestre, que ficaram abaixo das expectativas, inclusive daquelas já pessimistas do analista Ryan Brinkman.
As entregas da Tesla no primeiro trimestre de 2025 totalizaram 336.681 veículos, marcando o menor volume trimestral desde 2022. Este resultado reforça as preocupações sobre a capacidade da empresa de manter seu crescimento em meio aos desafios operacionais e à crescente controvérsia em torno de seu CEO.
Além dos problemas de produção, como a adaptação das linhas de montagem para a nova versão do Model Y, a Tesla enfrenta um desgaste crescente da imagem de Musk, que se envolve cada vez mais em debates políticos globais. Essa postura tem gerado reações negativas entre os consumidores, afetando a percepção da marca e, consequentemente, as vendas.
"Isso confirma o dano de marca sem precedentes que já temíamos." escreveu Ryan Brinkman em relatório.
Diante desse cenário, o JPMorgan revisou sua estimativa de lucro por ação (LPA) da Tesla para o primeiro trimestre de 2025, fixando-a em US$ 0,36, abaixo da previsão anterior de US$ 0,40 e da média de mercado de US$ 0,46. Para o ano, a expectativa do banco é de um LPA de US$ 2,30, também inferior à média dos analistas consultados pela Bloomberg, que é de US$ 2,70.
A projeção para o LPA da montadora já sofreu uma redução de 17% desde a divulgação dos últimos resultados da Tesla em janeiro. A contínua revisão para baixo das estimativas reflete a crescente incerteza em relação ao desempenho futuro da empresa.
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