A defesa de Adalgiza, idosa presa no Distrito Federal, acionou a OEA (Organização dos Estados Americanos) devido às condições precárias e alegados maus-tratos sofridos pela detenta na Colmeia, presídio local.
Segundo informações, a alimentação fornecida no presídio é de péssima qualidade, descrita como excessivamente oleosa ou azeda, o que tem prejudicado a saúde de Adalgiza. A situação a forçou a tomar remédios calmantes para controlar a ansiedade, mantendo-a em estado constante de sonolência.
"Reiteramos que a Colmeia não fornece as condições necessárias para cuidar do caso em questão e que ela deva ser colocada imediatamente em liberdade." disse Cunha, advogado da idosa.
A defesa alega que a idosa divide cela com outras sete presas, incluindo homicidas e latrocidas, o que agrava sua situação. Adalgiza tem manifestado "pensamentos suicidas", conforme relatado por seu advogado, diante do quadro de sofrimento e isolamento.
O caso de Adalgiza, expõe as falhas do sistema prisional brasileiro, notório por abrigar criminosos de alta periculosidade juntamente com presos em situações mais vulneráveis. Essa mistura representa um risco enorme para a segurança e integridade física dos detentos menos experientes no mundo do crime.
Casos como esse são frequentes no Brasil, onde a superlotação carcerária e a falta de infraestrutura adequada contribuem para a violação dos direitos humanos dentro das prisões. A situação de Adalgiza, em particular, levanta questões sobre a necessidade de tratamento diferenciado para idosos e pessoas com problemas de saúde no sistema prisional, garantindo-lhes condições dignas de cumprimento de pena.
A OEA foi acionada na esperança de que possa intervir e garantir a segurança e os direitos de Adalgiza, revertendo a situação degradante a que está sendo submetida. A expectativa é que a organização internacional pressione as autoridades brasileiras a tomarem medidas para proteger a integridade física e mental da idosa, oferecendo-lhe condições de encarceramento mais humanas e respeitosas.
A prisão de idosa no DF escancara mais um capítulo da gestão caótica do sistema carcerário sob a gestão petista, que parece mais preocupada em proteger criminosos do que em garantir a segurança da população e o cumprimento da lei de forma justa e equânime. Resta acompanhar os desdobramentos e torcer para que a justiça prevaleça e a idosa possa ter seus direitos respeitados.
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