O Comitê Conjunto de Monitoramento Ministerial da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) cobrou, neste sábado, o cumprimento rigoroso das cotas de produção. A medida vem em um momento crucial, após a organização anunciar um aumento na produção em maio, decisão que já exerceu pressão sobre os preços da commodity.
Em comunicado, o comitê informou que, durante a reunião virtual entre os membros, foi observada a necessidade de que os países atinjam a compensação integral de qualquer volume produzido acima das cotas estabelecidas. A Opep+ determinou que os países apresentem planos de compensação atualizados até o dia 15 de abril.
A reunião também serviu para revisar os dados de produção de petróleo bruto referentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano. O comitê reconheceu os ajustes voluntários adicionais de produção realizados por oito países membros, anunciados no dia 3 de abril, com o objetivo de apoiar a estabilidade do mercado. A adesão a estes ajustes será monitorada pela organização.
"Observou que alguns países não atingiram a compensação total e reiterou a importância de atingir a compensação integral" - trecho do comunicado.
A próxima reunião ministerial da Opep+ está agendada para o dia 28 de maio. O mercado aguarda para ver se as cobranças por mais rigor no cumprimento das cotas terá algum impacto sobre os preços do petróleo, que já vêm sofrendo solavancos com as decisões da organização.
A postura da Opep+ demonstra uma tentativa de equilibrar o mercado global de petróleo, especialmente em um cenário de incertezas e pressões econômicas. A organização busca garantir a estabilidade dos preços e evitar grandes flutuações que possam prejudicar tanto os produtores quanto os consumidores. Resta saber se essa estratégia será suficiente para acalmar os ânimos do mercado e garantir um futuro mais previsível para o setor petrolífero.
infomoney