
O Partido dos Trabalhadores (PT) se prepara para uma eleição interna crucial, com a possível candidatura de Rui Falcão ganhando força. Um grupo de líderes petistas manifestou apoio à sua candidatura à presidência do partido, em um manifesto que conta com o respaldo de figuras importantes como Olívio Dutra e José Genoíno.
O documento, intitulado "Sob um PED com a política no comando", defende que as disputas internas devem ser políticas e não motivadas pelo controle financeiro. O Processo de Eleição Direta (PED) definirá as regras da votação, com a participação de cerca de 1,3 milhão de filiados.
A eleição definirá os cargos de tesoureiro e de comunicação, considerados essenciais para a campanha de 2026, quando Lula pode tentar a reeleição ou apoiar um sucessor.
Apesar de Falcão não ter oficializado sua candidatura, o manifesto é visto como um forte incentivo para que ele entre na disputa. Caso concorra, ele deverá enfrentar Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, o preferido de Lula e apoiado por figuras históricas do PT, como José Dirceu. Edinho Silva representa a CNB (Construindo um Novo Brasil), a corrente majoritária do partido, da qual Lula também faz parte.
Além de Falcão e Edinho, Romênio Pereira e Valter Pomar também confirmaram suas candidaturas, embora com chances reduzidas de sucesso.
Em fevereiro, Falcão já havia manifestado que considerava a candidatura.
Rui Falcão surge como um potencial candidato com um perfil mais à esquerda, contando com o apoio da corrente interna Articulação de Esquerda. Ele liderou o PT de 1993 a 1994 e de 2011 a 2017. Sua candidatura pode representar uma voz crítica às políticas mais moderadas adotadas pela atual gestão, liderada por Gleisi Hoffmann.
No final de 2024, Falcão foi um dos poucos deputados que votaram contra o pacote de cortes financeiros do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
"As disputas dentro do partido devem ser políticas, e não motivadas pelo controle do dinheiro" diz trecho do manifesto.
Fonte: revistaoeste