
A definição dos novos nomes para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) está prevista para abril, com o Lula tomando a decisão final. A escolha é aguardada com grande expectativa nos meios político e jurídico.
Entre os cotados, Carlos Brandão conta com o apoio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques. Paralelamente, há uma corrente próxima a Gilmar Mendes que defende o nome de Daniele Maranhão.
No Ministério Público, Marluce Caldas surge como a favorita. Ela é tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), que tem buscado uma maior aproximação com o governo Lula, demonstrando a complexidade das relações políticas envolvidas na indicação.
Enquanto as indicações não são oficializadas, o STJ tem operado com desembargadores provisórios. Para mitigar o impacto da espera, a Corte tem implementado estratégias como a criação de uma força-tarefa, a convocação de juízes auxiliares e a limitação de atividades como palestras e visitas institucionais.
Em 2024, o tribunal registrou um marco histórico ao receber mais de 500 mil processos, um volume inédito que demonstra a crescente demanda por justiça no país.
Após a seleção dos nomes por Lula, os indicados serão submetidos a sabatina no Senado e precisarão da aprovação da maioria dos senadores para serem empossados.
Fonte: revistaoeste