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Guerra Comercial Derruba Bolsas e Dólar Dispara!

Tensões entre EUA e China afetam mercados globais e investidores correm para ativos seguros.

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O dólar disparou 2,8%, aproximando-se de R$ 5,80, em resposta à retaliação da China às tarifas americanas. A divisa americana, que havia atingido a menor cotação de 2025 no dia anterior, sentiu o impacto das tensões comerciais.

O Ibovespa também sofreu um forte impacto, caindo e perdendo 3 mil pontos, acompanhando as perdas nas bolsas dos EUA, que recuaram mais de 2%. O mercado de trabalho americano, que havia superado as expectativas em março, agora enfrenta a incerteza das tarifas generalizadas.

A China respondeu às novas tarifas dos EUA com medidas que incluem taxas sobre todas as importações americanas e controles de exportação de terras raras, acirrando ainda mais a disputa comercial entre as duas potências.

"O ponto principal: um relatório de empregos decente não mudará o foco do investidor. Os investidores não estão focados no que aconteceu no mês passado; é a velocidade, magnitude e potencial consequência recente das mudanças de política que estão impulsionando os mercados." disse Jim Baird, da Plante Moran Financial Advisors.

Investidores aguardam um discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em busca de sinais sobre o estado da economia dos EUA e o impacto das tarifas na política monetária. A expectativa é que Powell mantenha a postura de cautela, observando os desdobramentos da guerra comercial antes de tomar novas decisões.

Analistas têm se mostrado cautelosos em relação às ações dos EUA, recomendando que investidores evitem comprar durante a liquidação, diante do risco de uma recessão. A guerra comercial entre EUA e China, orquestrada pelo governo Trump, eleva o espectro de instabilidade econômica global.

"A correção pode ser um pouco maior, dada a incerteza. Mesmo que nas próximas semanas pareça que vamos começar as negociações, e tenha uma redução, acho que o mercado corrige um pouco mais, atinge o fundo do poço." disse Nouriel Roubini em uma reunião de economistas e líderes empresariais às margens do Lago Como em Cernobbio, Itália.

O rendimento do Tesouro de 10 anos caiu para a mínima de outubro, refletindo a preocupação de Wall Street com a política de Trump de trazer as operações industriais de volta aos EUA, medida considerada cara e demorada.

No cenário corporativo, as megacaps de tecnologia, como Nvidia, Tesla e Apple, registraram forte queda. Ações chinesas listadas nos EUA, como Alibaba e Baidu, também foram impactadas. O setor bancário também sofreu, com grandes bancos como Morgan Stanley e Goldman Sachs apresentando perdas significativas.

Diante desse cenário, investidores buscam proteção em ativos mais seguros, como títulos do governo e ouro, enquanto aguardam o desenrolar da crise comercial e seus impactos na economia global. A postura de Trump, criticada por muitos como irresponsável, aumenta a incerteza e a volatilidade nos mercados.


Fonte: infomoney

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