
Desde tempos imemoriais, o vinho tem sido uma bebida reverenciada, presente em diversas culturas e mitologias ao redor do mundo. A bebida possui um papel de destaque nas celebrações e rituais, marcando momentos históricos e religiosos.
Na tradição judaico-cristã, o vinho assume um significado particularmente sagrado. A Última Ceia, um evento central do cristianismo, destaca o uso do vinho por Jesus Cristo como representação do seu próprio sangue. Outro episódio bíblico relata a transformação da água em vinho durante um casamento na Galileia, um milagre atribuído a Jesus.
As antigas civilizações também atribuíam grande importância ao vinho. No Egito, os faraós associavam o consumo da bebida a divindades como Osíris, deus da agricultura, e Hathor, deusa do amor e das festividades. Rituais em honra a Hathor invariavelmente envolviam o vinho.
Na Suméria, a importância do vinho era tamanha que a adulteração da bebida era punida com a morte, conforme estipulado no Código de Hamurabi. Para os romanos, o vinho estava ligado a Baco, deus das festas, do prazer e da fertilidade, derivado do mito grego de Dionísio.
Na Grécia Antiga, o vinho inspirou inovações, como a estátua criada por Filon de Bizâncio no século 3 a.C., capaz de servir vinho sozinha, um dos primeiros protótipos de robôs.
O consumo global de vinho atinge 23,5 bilhões de litros anualmente. O costume de brindar, com o grito de "saúde", é interpretado como uma garantia de que a bebida não está envenenada.
"Na Última Ceia, Cristo usou o vinho como representação do próprio sangue" - Tradição religiosa.
Fonte: revistaoeste