
No dia em que a BR-319 completa 49 anos de inauguração, o deputado estadual Comandante Dan (Podemos) afirma que a situação da estrada é um desrespeito aos cidadãos do Amazonas, de Rondônia e de Roraima. Única ligação terrestre do Amazonas e de Roraima com o restante do país, a rodovia foi inaugurada em 27 de março de 1976, pelo general Ernesto Geisel, então presidente da república brasileira._
"Ontem mesmo recebi a comunicação de um cidadão que estava parado havia 24 horas num atoleiro da rodovia, em um ônibus de linha, com lotação esgotada, o que é rotina para quem precisa trafegar pela BR. Vivemos duas vazantes recordes, em 2023 e 2024, nossas cidades ficaram isoladas, parte delas desabastecida, e nem isso foi capaz de convencer o governo federal que é preciso agir. Temos pontes desmoronadas em dois techos, outras em condições precárias, travessias de balsa que se tornam inviáveis durante a seca dos rios, e nada, nada de efetivo foi feito em favor da BR. O que seria isso senão descaso e desrespeito?", enfatizou o parlamentar.
A rodovia que liga Manaus a Porto Velho, também conhecida como Rodovia Álvaro Maia, tem 885 quilômetros de extensão. Foi construída durante o regime militar, atravessa terras indígenas e áreas de conservação e é a única ligação terrestre do Amazonas às demais regiões do Brasil.
O deputado Comandante Dan lidera há dois anos o Movimento Soluciona BR-319, que reivindica a trafegabilidade da estrada em condições de segurança, além de medidas que resguardem a preservação ambiental da área impactada pela via. Na pauta de reivindicações: a solução para as pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, a pavimentação do trecho do meio, a instalação de sistema de monitoramento de segurança da estrada e de postos de fiscalização ambiental ao longo de todo o percurso. Entre as ações do Movimento, já foram realizadas três expedições, uma delas responsável por denunciar as condições da travessia de balsa no trecho do Igapó Açu, inviabilizada durante a seca. O Soluciona BR também instalou um marco de contagem do período em que as pontes do Curuçá e do Autaz Mirim estão sem solução.
"Fico pasmo quando vejo as autoridades responsáveis pelo planejamento e execução das políticas públicas ambientais declararem que a estrada é um risco ao meio ambiente. Eles se declaram incompententes para realizar as ações necessárias ao resguardo e à preservação ambiental, quando eles não têm um sistema de monitoramento e reposta rápida naquela região. Eles precisam trabalhar, porque a trafegabilidade não pode significar destruição, assim como não pode tornar a estrada uma alternativa ao narcotráfico. É preciso uma gestão integrada entre união, estados e municípios na área de abrangência", declarou o parlamentar.
Dan Câmara defende a celebração de um acordo de cooperação federativa, envolvendo todos os entes das três esferas de poder que se relacionam à matéria, para uma gestão integrada que leve à trafegabilidade segura da Manaus-Porto Velho.
Fonte: Aleam