O Ibovespa despencou nesta sexta-feira, refletindo o impacto da intensificação da guerra comercial global. A imposição de tarifas de 34% pela China sobre produtos dos Estados Unidos, em resposta às medidas protecionistas do governo Donald Trump, gerou forte aversão ao risco nos mercados.
Às 10h27, o Ibovespa atingiu a mínima de 127.659,99 pontos, com queda de 2,65%. Apenas dois ativos apresentavam alta: CRFB3 (+11,17%) e SLCE3 (+2,63%). As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) também sofreram forte impacto, com perdas superiores a 4%, influenciadas pela queda do petróleo.
O dólar comercial disparou 2%, atingindo R$ 5,75. Nos Estados Unidos, os futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq também operavam em forte queda.
O payroll dos EUA indicou a criação de 228 mil vagas de trabalho em março, superando as expectativas. No entanto, o cenário global de incertezas, com a intensificação da guerra comercial e temores de recessão nos EUA, mantém os investidores em busca de proteção.
No cenário nacional, o presidente Lula viajou ao Pará para se encontrar com o cacique Raoni Metuktire. O vice-presidente Geraldo Alckmin alertou sobre possíveis desvios nas pautas de importação e exportação, defendendo a negociação e enfatizando que o acordo Mercosul-União Europeia pode ser acelerado neste contexto.
"A responsabilidade do governo é continuar a gerenciar e controlar o risco e entender as necessidades do setor." disse o primeiro-ministro Cho Jung-tai, sobre as tarifas impostas pelo governo americano.
O governo de Taiwan anunciou US$ 8,7 bilhões em ajuda para empresas lidarem com o impacto das tarifas dos EUA. A China também solicitou consultas à OMC sobre as novas tarifas americanas.
A União Europeia considera que um acordo comercial com o Mercosul seria uma "grande oportunidade" devido às tarifas dos EUA.
O governo cancelou o leilão para contratar potência ao sistema elétrico devido a questionamentos judiciais sobre as regras do certame.
A Eletrobras informou que a SEC não recomendará fiscalização contra a companhia sobre o empréstimo compulsório.
infomoney