A volta de Donald Trump à presidência dos EUA já deixou um rastro de apreensão nos mercados globais. As recentes turbulências, desencadeadas pelo anúncio de tarifas recíprocas, resultaram em uma redução de US$ 6,08 trilhões no valor de mercado das empresas listadas nos EUA apenas nos dois últimos pregões, conforme dados da Consultoria Elos Ayta.
Desde a posse de Trump em 20 de janeiro de 2025, a destruição de valor já atinge a alarmante cifra de US$ 9,81 trilhões, de acordo com o mesmo estudo. A política de tarifas implementada pela Casa Branca tem gerado forte volatilidade e incerteza entre os investidores.
No pregão de 4 de abril, as ações das chamadas "Sete Magníficas" - Microsoft, Tesla, Nvidia, Apple, Amazon.com, Meta Platforms e Alphabet - sofreram um revés, perdendo juntas US$ 802 bilhões. Embora essa retração seja menor do que a registrada no dia anterior, quando o tombo atingiu US$ 1,03 trilhão, o acumulado dos dois últimos dias soma uma perda de US$ 1,83 trilhão. Desde o início do novo governo, a desvalorização totaliza US$ 4,26 trilhões.
Entre as maiores quedas, a Nvidia se destaca, com uma perda de US$ 183 bilhões apenas no dia 4, representando uma baixa de 7,4%. No acumulado desde janeiro, a empresa já perdeu US$ 1,07 trilhão, em parte devido a temores de atraso no lançamento do hardware Blackwell. Apple e Microsoft também registraram perdas expressivas, de US$ 533 bilhões e US$ 515 bilhões, respectivamente, no acumulado do ano.
A Apple, penalizada por sua dependência da fabricação chinesa, caiu 7,3%. A Tesla, também afetada pela retaliação chinesa, derreteu 10,5%, ampliando a queda para quase 40% no ano.
Curiosamente, o governo dos EUA anunciou que as tarifas de 32% sobre as importações de Taiwan não se aplicariam aos chips, um alívio para a Nvidia, cuja maioria dos chips é fabricada na ilha.
A Intel, por sua vez, despencou 11,5% após uma breve alta no pré-mercado, impulsionada por um relatório que indicava um acordo preliminar para criar uma joint venture com a TSMC.
No setor de petróleo, os papéis da Chevron derreteram 8,2%, acompanhando a queda nos preços da commodity. A Boeing, também pressionada pela retaliação chinesa, sofreu uma queda de 9,5%.
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