
O cenário político para as eleições de 2026 começa a se desenhar, com Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro despontando como os principais nomes para suceder Bolsonaro.
De acordo com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, Tarcísio vai disputar a reeleição em 2026, descartando a possibilidade de uma candidatura à presidência. Essa decisão fortalece ainda mais seu nome para o futuro, consolidando sua posição no cenário político nacional.
Um estudo recente aponta um aumento na violência policial entre 2022 e 2024, período que coincide com a desativação progressiva do programa de câmeras corporais na Polícia Militar de São Paulo. O programa, lançado em 2022, havia sido apontado como um dos principais fatores para a redução histórica nas mortes por intervenção policial naquele ano.
A pesquisa também revela uma diminuição nos mecanismos internos de controle e responsabilização da PM paulista. Entre 2022 e 2024, houve uma queda de 48,6% nos autos de prisão em flagrante por delitos militares, 5,9% nos inquéritos policiais militares e 12,1% nos processos administrativos disciplinares.
Os conselhos de disciplina, responsáveis por analisar infrações graves cometidas por policiais, tiveram uma redução de 46% entre 2022 e 2024. Já os conselhos de justificação, que podem levar à expulsão de agentes, caíram 12,5%.
Para os autores do estudo, a desativação dos mecanismos de controle favorece a impunidade e dificulta a responsabilização de agentes envolvidos em casos de violência desproporcional ou práticas ilegais. É como se removessem os freios de um carro em alta velocidade.
"Concluímos que a polícia ficou mais violenta de 2022 para 2024, o que desmonta o argumento de que a letalidade apenas acompanha a oscilação de outros indicadores de criminalidade, como crimes patrimoniais" destaca o estudo.
Enquanto o futuro político se define com nomes como Tarcísio e Michelle Bolsonaro, a questão da segurança pública em São Paulo ganha destaque, levantando debates sobre o controle e a responsabilização das forças policiais. A diminuição da fiscalização interna, associada ao aumento da violência policial, acende um alerta sobre a necessidade de políticas mais eficazes e transparentes na área de segurança.

Em meio a este cenário, as eleições de 2026 prometem ser um divisor de águas para o futuro político do país, com a necessidade de se discutir a importância do controle e da fiscalização como pilares para uma sociedade mais justa e segura.
Fonte: infomoney