Dólar
Euro
Dólar
Euro
Dólar
Euro

Governo Lula

BNDES é acusado de discriminação em novo concurso

Deputado questiona edital exclusivo para negros e aciona MPF.

Imagem de destaque da notícia

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está no centro de uma polêmica após o lançamento de um edital de concurso público que, segundo o deputado federal Helio Lopes, restringe a participação a profissionais negros. A medida gerou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) e questionamentos sobre a constitucionalidade do processo seletivo.

O deputado Helio Lopes alega que o edital do BNDES fere o princípio da igualdade ao impedir que profissionais não negros concorram às vagas. Ele criticou a exigência de heteroidentificação, processo que valida a condição racial do candidato por meio de uma banca avaliadora.

"Não podemos admitir que um edital excludente tenha validade. Temos que coibir qualquer prática discriminatória, conforme preconiza a legislação, mas o que vemos nesse edital é uma exclusão total de profissionais não negros, o que pode configurar discriminação e inconstitucionalidade. Precisamos garantir igualdade de oportunidades para todos." afirmou Helio Lopes.

Além de acionar o MPF, o deputado protocolou requerimentos de informação nos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e da Fazenda, buscando esclarecimentos sobre os critérios adotados pelo BNDES. O parlamentar questiona se a decisão de limitar o concurso por critérios raciais foi embasada por pareceres técnicos ou jurídicos.

"Esse edital precisa ser suspenso e revisto, porque além de só aceitar profissionais com base em critérios como a cor da pele, ainda prevê que esses mesmos profissionais passem por um processo de heteroidentificação, que validará se esse candidato é mesmo negro ou não", disse Helio Lopes.

A ação de Lopes no MPF pede a suspensão imediata do edital, argumentando que ele viola a Constituição Federal ao cercear o acesso de profissionais não negros. O caso reacende o debate sobre políticas de discriminação positiva e seus limites, tema caro ao debate político nacional, especialmente em tempos de polarização ideológica e embates entre esquerda e direita.

A iniciativa do BNDES ocorre em um momento em que o governo Lula tem implementado políticas de promoção da igualdade racial. Contudo, críticos como Lopes apontam que tais medidas podem, em vez de promover a inclusão, gerar novas formas de discriminação, afetando a meritocracia e a igualdade de oportunidades para todos os cidadãos.

Aguardemos os próximos capítulos desta polêmica, que certamente terá grande repercussão no cenário político e jurídico do país.


Fonte: revistaoeste

Comentários

Leia estas Notícias

Acesse sua conta
ou cadastre-se grátis