
O governo de São Paulo avança com o programa de escolas cívico-militares, visando aprimorar a gestão escolar, a disciplina e a segurança. A iniciativa, que não busca a militarização do ensino, prevê a colaboração de militares na gestão e organização das escolas, apoiando atividades educacionais e extracurriculares sob a liderança da diretoria.
A adesão ao modelo está sendo decidida por meio de consulta pública, na qual pais, responsáveis, estudantes (a partir de 16 anos), professores e demais profissionais da escola podem participar. Para que a adesão seja aprovada, é necessário que a escola alcance um quórum mínimo de 50% dos votos válidos.
Até o momento, algumas escolas não atingiram o quórum necessário para aprovação. Cinco escolas rejeitaram a adesão, sete se abstiveram e outras não atingiram o quórum mínimo de 50% dos votos válidos. A consulta pública seguirá com mais duas rodadas de votação: a segunda ocorrerá entre 7 e 9 de abril, e a terceira, caso necessário, entre 15 e 17 de abril. O resultado final será divulgado em 25 de abril.
O modelo cívico-militar seguirá o Currículo Paulista e será implementado sob a supervisão da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). A seleção dos monitores será feita pela Seduc-SP, com o apoio da Secretaria da Segurança Pública, que realizará a análise de antecedentes dos candidatos.
Caso mais de 100 escolas sejam aprovadas, critérios de desempate serão adotados, como a distância de até dois quilômetros de outras unidades que não adotaram o modelo e o número de votos válidos a favor da implantação.
Fonte: revistaoeste