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LENTIDÃO DO CONGRESSO NACIONAL COLOCA EM RISCO A SAÚDE DE MILHARES DE PACIENTES COM CÂNCER NO BRASIL

Por Portal Comunica AM em 21/09/2021 às 14:11:32

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), George Coura Filho, afirma que a paralisação da produção de radiofármacos e radioisótopos do IPEN é uma trágica notícia para médicos e pacientes, pois esses insumos são essenciais no dia a dia dos hospitais. Ainda de acordo com o presidente da SBMN, a medicina nuclear é uma especialidade realizada em mais de 400 serviços espalhados pelo Brasil e é responsável por mais de 8000 procedimentos por dia em pacientes com doenças cardiovasculares, neurológicas, câncer e pediátricas. Até mesmo pacientes com covid-19 podem ser prejudicados no meio dessa crise.

Estudos de cintilografia de perfusão pulmonar para pesquisa de tromboembolia pulmonar em pacientes de covid-19 deixam de ser realizados [em virtude da paralisação da produção do IPEN]”, afirmou Coura. “A SBMN clama às autoridades que alternativas mais ágeis de complementação orçamentária sejam encontradas, antes que danos irreparáveis ao acesso à saúde ocorram”, alertou.

Para lembrar, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares interrompeu temporariamente a produção de parte de radioisótopos e radiofármacos no início desta semana por falta de recursos financeiros. A inexistência de verba impossibilitou a importação de radioisótopos de produtores na África do Sul, Holanda e Rússia, além de impedir também a aquisição de insumos nacionais.

congresso-abrPelo fato de a União deter ainda o monopólio da produção de parte dos radioisótopos e radiofármacos usados no Brasil, o IPEN é o único fornecedor desses medicamentos. Com a suspensão, o órgão deixou de produzir geradores de 99Mo/99mTc e dos radiofármacos provenientes de iodo-131, gálio-67, tálio-201 e lutécio-177, dentre outros. Isso afeta, por exemplo, pacientes com câncer de tireoide que precisam de tratamento com radioiodo; e pacientes com tumores neuroendócrinos que dependem de lutécio.

O IPEN precisa receber uma verba de R$ 89,7 milhões para retomar sua atividade. O montante, quando depositado, garantirá a manutenção de sua produção de radiofármacos até dezembro de 2021. Uma parte do valor (R$ 34,6 milhões) virá por meio de Projeto de Lei do Congresso Nacional n°. 16, enquanto que a fatia restante R$ 55,1 milhões será repassada pelo MCTI.

Conforme o Petronotícias mostrou na última semana, a chefe do serviço de medicina nuclear no Instituto Nacional do Câncer (INCA), Priscilla Pujatti, afirmou que a interrupção da produção dos radioisótopos e radiofármacos do IPEN vai paralisar 70% dos procedimentos diagnósticos do centro hospitalar. Isso significa que exames importantes para o diagnóstico e monitoramento de pacientes com câncer, como a cintilografia do miocárdio e a cintilografia óssea, além de procedimentos essenciais à cirurgia oncológica, como a linfocintilografia, serão severamente impactados. Do ponto de vista do tratamento, o INCA deve sofrer a interrupção de 100% dos procedimentos terapêuticos, com efeitos já nesta semana.

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Fonte: Petro Notícias

Tags:   Mercado
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