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Hospital Jo√£o L√ļcio deixa parentes de pacientes em situa√ß√£o grave sem informa√ß√£o

Dezenas de pessoas se aglomeram todos os dias do lado de fora da unidade hospitalar, esperando por at√© 8 horas seguidas em p√©, sem ter onde sentar, no sol e sem acesso a instala√ß√Ķes sanit√°rias

Por Comunica AM em 26/07/2021 às 22:03:12

A Administra√ß√£o do Hospital e Pronto-Socorro Jo√£o L√ļcio desrespeita os direitos b√°sicos dos pacientes em situa√ß√£o grave que d√£o entrada no atendimento emergencial da unidade hospitalar. A Administra√ß√£o n√£o repassa aos parentes dos acidentados nenhum tipo de informa√ß√£o sobre o quadro cl√≠nico e nem orienta os seus funcion√°rios a realizar atendimento humanizado, que executam suas fun√ß√Ķes de forma burocr√°tica. Por isso, os parentes t√™m de esperar de 4 até 8 horas, e, em alguns casos, até mais tempo, por alguma informa√ß√£o sobre a gravidade do estado de seus familiares.

Este foi o caso de Angelica Rendon Rodr√≠guez, Adriana Moraes e Andreza Lima, que, nesta segunda-feira (26), passaram boa parte da manh√£ e a tarde inteira à espera de not√≠cias de seus familiares. A irm√£ de Angelica, foi atropelada por uma motocicleta e foi levada para o hospital. Do momento em que a irm√£ deu entrada no setor de atendimento emergencial, Angelica n√£o soube mais absolutamente nada do que estaria acontecendo com a irm√£ dentro do hospital.


"Nós chegamos aqui antes das 8 horas da manh√£ e até 3 horas da tarde nós n√£o tivemos nenhuma informa√ß√£o a respeito dela e foi preciso que a gente amea√ßasse fazer um esc√Ęndalo para a gente obter informa√ß√£o e, mesmo assim, eu ainda n√£o consegui falar com nenhum médico sobre o diagnóstico dela", contou Angelica, de 21 anos.


J√° Adriana Moraes, 35 anos, que é do munic√≠pio de Humait√°, disse chegou ao hospital Jo√£o L√ļcio às 11h porque o seu esposo teve traumatismo craniano e até às 17h30 n√£o lhe foi informado nada a respeito da situa√ß√£o cl√≠nica do marido. "Eles n√£o deixam que a gente entre e estou aqui do lado de fora sem ter not√≠cia dele, sem saber nada. Eles só falaram para eu aguardar, somente isso", reclamou Adriana, visivelmente preocupada com o estado de sa√ļde do esposo.


Totalmente ignorada. Foi assim que se sentiu Andreza Lima, 43 anos, que também estava do lado de fora do hospital desde meio-dia aguardando alguma not√≠cia sobre a sua companheira, que estava no trabalho e passou mal, sendo levada para o hospital, onde chegou desmaiada. "Quando eu cheguei, eles n√£o deixaram eu entrar. N√£o sabemos nada sobre o quadro cl√≠nico dela", reclamou Andreza.

Recep√ß√£o n√£o repassa orienta√ß√Ķes corretamente

Quando uma pessoa acidentada d√° entrada no hospital, os parentes n√£o s√£o informados na recep√ß√£o que devem se dirigir ao setor de Servi√ßo Social para preencher um cadastro, o qual ir√° permitir que um ou mais familiares possa receber informa√ß√Ķes e/ou acompanhar os pacientes internados.


"Quando eu cheguei, a recepcionista apenas pediu os documentos da minha irm√£, eu entreguei e ela mesma preencheu. Depois n√£o me falou mais nada, a n√£o ser que eu tinha de aguardar", disse Angelica. "Ninguém me falou que eu tinha de ir falar com assistentes sociais", contou Adriana. "Uma psicóloga passou por aqui pegando informa√ß√Ķes, mas eu cheguei aqui meio-dia e j√° s√£o tr√™s horas e vinte e cinco minutos da tarde e ela ainda n√£o retornou", comentou Adriana.

Na verdade, ao invés dos funcion√°rios da recep√ß√£o informarem as pessoas os procedimentos corretos, o que acontece é que a dire√ß√£o do hospital delega essa fun√ß√£o aos vigilantes da empresa terceirizada, que faz a seguran√ßa da unidade hospitalar. Na tarde desta segunda-feira (26), um dos vigilantes sem nenhum preparo para a fun√ß√£o simplesmente dizia que eles deveriam esperar e fechava a porta na cara dos parentes, o que causou a revolta de v√°rias senhoras, algumas j√° idosas, que aguardavam, apreensivas, por not√≠cias de filhos e cônjuges.


Sem tratamento humanizado

A unidade hospitalar n√£o disponibiliza cadeiras para as pessoas sentarem e aguardar por not√≠cias de seus familiares adoentados. Também n√£o h√° nenhum banheiro para que os parentes dos pacientes possam utilizar. Outra falha grave no hospital é a aus√™ncia de bebedouros. Só h√° um na recep√ß√£o. Nas demais √°reas do hospital, n√£o h√°, inclusive, as pessoas que aguardam do lado de fora, ao sol, tem de comprar √°gua de vendedores ambulantes e s√£o for√ßados a se abrigar embaixo de algumas pequenas √°rvores existentes no local.

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