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Anvisa autoriza mudanças em teste da vacina de Oxford.

Medida prevê duas doses do imunizante, em vez de uma.

Por Jonas Valente -Repórter Agência Brasil - Brasília. Edição: Aline Leal em 10/08/2020 às 23:24:01
Foto: Itamar Crispim/Fiocruz

Foto: Itamar Crispim/Fiocruz

A Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) autorizou mudan√ßas no protocolo do teste com a chamada "vacina de Oxford", objeto de um dos ensaios cl√≠nicos em curso no Brasil e apontada por pesquisadores e pelo governo federal como uma das alternativas mais promissoras de preven√ß√£o da covid-19.

A altera√ß√£o é a aplica√ß√£o de uma dose de refor√ßo, totalizando duas doses em vez de uma, como originalmente havia sido proposto. Essa parcela adicional de vacina ser√° ministrada tanto para os que j√° haviam recebido a subst√Ęncia quanto para os volunt√°rios que ainda receber√£o a vacina. No primeiro caso, o intervalo entre uma e outra ser√° de quatro semanas.

A medida foi tomada a pedido dos responsáveis pela pesquisa. A mudança se deve ao fato de alguns estudos indicarem que a aplicação de duas doses pode produzir resultados mais efetivos na imunização.

Outra atualiza√ß√£o foi a amplia√ß√£o da faixa et√°ria do grupo participante da pesquisa. Originalmente eram admitidas pessoas de 18 a 55 anos. A idade limite foi estendida para até 69 anos, incluindo uma faixas de idosos, o segmento que mais morre em fun√ß√£o da covid-19.

A "vacina de Oxford" passou a ser conhecida popularmente por este apelido por se tratar de uma pesquisa capitaneada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o laboratório Astrazeneca.

O governo brasileiro celebrou um acordo com os agentes respons√°veis para que o Brasil tenha prefer√™ncia na aquisi√ß√£o de insumos e da transfer√™ncia de tecnologia. O acerto inclui a pré-compra de insumos para 30 milh√Ķes de doses em dezembro e o repasse de tecnologia para a fabrica√ß√£o no pa√≠s de mais 70 milh√Ķes de doses ao longo do ano de 2021.

A produ√ß√£o ficar√° a cargo da Funda√ß√£o Oswaldo Cruz (Fiocruz), órg√£o vinculado ao Ministério da Sa√ļde.

Na semana passada, o governo federal editou Medida Provisória alocando R$ 1,99 bilh√£o em recursos para o custeio da aquisi√ß√£o dos insumos e transfer√™ncia de tecnologia da vacina.

A vacina

Desenvolvida pela Universidade de Oxford, a vacina foi elaborada através da plataforma tecnológica de v√≠rus n√£o replicante (a partir do adenov√≠rus de chimpanzé, obtém-se um adenov√≠rus geneticamente modificado, por meio da inser√ß√£o do gene que codifica a prote√≠na S do v√≠rus SARS-COV-2, do novo coronav√≠rus). De acordo com o governo, embora seja baseada em uma nova tecnologia, esta plataforma j√° foi testada anteriormente para outras doen√ßas, como, por exemplo, nos surtos de ebola e Mers (s√≠ndrome respiratória do Oriente Médio causada por outro tipo de coronav√≠rus) e é semelhante a outras plataformas da Bio-Manguinhos/Fiocruz, o que facilita a sua implanta√ß√£o em tempo reduzido. A vacina est√° na Fase 3 dos ensaios cl√≠nicos, que é a √ļltima etapa de testes em seres humanos para determinar a seguran√ßa e efic√°cia.


Fonte: Agência Brasil

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