Maia diz que Câmara precisa votar nesta semana o adiamento das eleições municipais de 2020

Por G1 em 30/06/2020 às 01:08:03

Reprodução/Globo

Presidente da C√Ęmara se reuniu na manh√£ desta segunda-feira (29) com o prefeito Bruno Covas, na sede da Prefeitura, em S√£o Paulo. Após encontro, Rodrigo Maia disse que espera ter 'solu√ß√£o' para adiamento das elei√ß√Ķes até quarta-feira (30). Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reuniu com o prefeito de S√£o Paulo, Bruno Covas (PSDB), na manh√£ desta segunda (29)

O presidente da C√Ęmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta segunda-feira (29) que a proposta de adiamento das elei√ß√Ķes municipais seja pautada e votada ainda nesta semana pela C√Ęmara. A declara√ß√£o foi dada após encontro com o prefeito de S√£o Paulo, Bruno Covas (PSDB), na sede da prefeitura, no Centro da capital paulista.

"A decis√£o de pautar [o adiamento] e votar precisa acontecer essa semana. Até porque nós temos o prazo de 4 de julho, que é muito importante, s√£o milhares de servidores p√ļblicos que pretendem disputar a elei√ß√£o, certamente muitos da √°rea de sa√ļde, que precisam da informa√ß√£o para tomar sua decis√£o. É importante que a C√Ęmara tome a sua decis√£o, estamos dialogando, tentando construir o apoio necess√°rio, ou até a unanimidade, para que a gente possa votar. Nós ainda estamos longe disso, mas a nossa inten√ß√£o é com di√°logo chegar na quarta com uma solu√ß√£o para esse tema", afirmou Maia.

No √ļltimo dia 23, o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constitui√ß√£o (PEC) que adia as elei√ß√Ķes municipais deste ano em raz√£o da pandemia do novo coronav√≠rus. O texto, votado em sess√£o remota, foi aprovado por 67 votos a 8 no primeiro turno e por 64 votos a 7 no segundo turno.

Pelo calend√°rio eleitoral, o primeiro turno est√° marcado para 4 de outubro, e o segundo, para 25 de outubro. A PEC aprovada pelo Senado adia o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.

O adiamento das elei√ß√Ķes tem sido discutido pelo Congresso Nacional, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por especialistas nos √ļltimos meses.

Di√°logo com prefeitos

Segundo Maia, o encontro com o prefeito de S√£o Paulo faz parte de uma série de reuni√Ķes que ele pretende fazer com gestores municipais para discutir o impacto da crise do coronav√≠rus nos munic√≠pios do pa√≠s.

"Estou come√ßando agora um di√°logo mais próximo aos prefeitos, governadores, para que a gente compreenda essa segunda fase que algumas cidades v√£o entrar, como S√£o Paulo, como algumas cidades do Nordeste, para que a gente possa compreender qual a agenda fundamental e urgente no segundo semestre", afirmou.

Ainda de acordo com o presidente da C√Ęmara, a queda na arrecada√ß√£o e os impactos no subs√≠dio ao transporte p√ļblico s√£o os principais problema apresentado pelos prefeitos ao Congresso.

"Também toda a queda de arrecada√ß√£o, com efeito no aumento de despesas correntes de todos os munic√≠pios, principalmente na √°rea de sa√ļde e assist√™ncia social, isso vai gerar impacto no segundo semestre e no primeiro semestre do ano que vem. Ent√£o é importante que a gente j√° possa come√ßar a pensar desde j√° essas pautas que v√£o ser fundamentais para que o Congresso possa junto com os governadores, mais principalmente com os prefeitos, organiza-las e come√ßar a vota-las j√° a partir de julho, agosto, para que esses problemas que v√£o ficar, que eles tenham uma solu√ß√£o."

Em coletiva após o encontro, o prefeito Bruno Covas disse que apresentou ao presidente da C√Ęmara um relatório com os principais problemas da cidade e pleitos da gest√£o municipal para conseguir recursos do governo federal.

"Aqui na cidade de S√£o Paulo a gente j√° prev√™ uma perda de arrecada√ß√£o de R$ 9,5 bilh√Ķes. Por conta dos projetos aprovados em Bras√≠lia, dos projetos que nós aprovamos aqui na C√Ęmara Municipal, da reorganiza√ß√£o do or√ßamento municipal, a gente j√° conseguiu alguns recursos extras, mas ainda temos uma press√£o or√ßament√°ria de algo em torno de R$ 3 bilh√Ķes para resolver até o final do ano. Só o setor de transportes, que tinha uma previs√£o inicial de um subsidio de R$ 2,3 bilh√Ķes, a gente j√° lida agora com uma press√£o de um subs√≠dio de R$ 3,8 bilh√Ķes de reais, R$ 1,5 bilh√£o a mais. A gente sabe que esse é um dos temas que o presidente Rodrigo Maia est√° tentando ajudar os munic√≠pios", afirmou Covas.

Fonte: G1

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