Zuckerberg afirma que vai intensificar combate a posts no Facebook com informações falsas sobre eleições

Por Reuters em 27/06/2020 às 11:47:21

Reuters

Presidente do Facebook anunciou ainda uma nova polĂ­tica de anĂșncios na rede social, mirando derrubar discurso de ódio. Mark Zuckerberg, presidente do Facebook

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta sexta-feira (26) uma série de novidades a respeito de conteĂșdos eleitorais na rede social, além de uma nova polĂ­tica de anĂșncios, que vai mirar a disseminação de discurso de ódio.

Como forma de prevenir o que a empresa chama de "supressĂŁo de voto" — publicaçÔes na plataforma que desencorajariam os cidadĂŁos a participar de eleiçÔes — Zuckerberg afirmou que o Facebook vai incluir um link para o Centro de InformaçÔes de Voto em todas as publicaçÔes que discutirem voto na plataforma, incluindo as que forem feitas por polĂ­ticos.

"Isso nĂŁo é um julgamento sobre se os posts sĂŁo precisos, mas nós queremos que as pessoas tenham acesso a informação de autoridades de qualquer maneira" afirmou. Em 2018 o Facebook traçou diretrizes de combate a publicaçÔes com falsidades sobre eleiçÔes.

No inĂ­cio do mĂȘs, Zuckerberg foi alvo de crĂ­ticas, inclusive dos funcionĂĄrios do Facebook, após uma polĂȘmica sobre a rede social nĂŁo ter removido publicaçÔes feitas pelo presidente Donald Trump.

Duas mensagens do mandatĂĄrio foram classificadas no Twitter: uma como incitação à violĂȘncia, e a outra como supressĂŁo de voto, pedindo para que usuĂĄrios "checassem os fatos" — jĂĄ que o presidente americano criticou o sistema de votos por correio.

O executivo anunciou ainda que vai banir publicaçÔes com afirmaçÔes falsas que possam desencorajar eleitores a irem às urnas, como afirmar que agentes de imigração estariam fazendo checagem de documentos. Ameaças coordenadas, como publicaçÔes que inibam as pessoas de votar, também serĂŁo removidas.

AnĂșncios e discurso de ódio

Zuckerberg também anunciou medidas para combater discurso de ódio em anĂșncios na plataforma. Ele afirmou que a rede social jĂĄ toma medidas para proibir alguns tipos de conteĂșdos em anĂșncios e que a liberdade de expressĂŁo é maior para as publicaçÔes de pessoas do que para anĂșncios pagos.

"Hoje nós estamos proibindo uma categoria mais ampla de conteĂșdo de ódio em anĂșncios. Especificamente, nós estamos expandindo nossa polĂ­tica de propaganda para proibir afirmaçÔes de que pessoas de uma raça, etnia, origem, afiliação religiosa, casta, orientação sexual, identidade de gĂȘnero ou imigrantes sejam tratadas como ameaça à integridade fĂ­sica, sobrevivĂȘncia ou saĂșde de outros", afirmou.

Segundo o executivo, o objetivo também serĂĄ proteger melhor imigrantes, refugiados e pessoas em busca de asilo polĂ­tico de publicidade que sugira que eles sĂŁo inferiores ou que expressem sentimentos negativos a eles.

Por que grandes empresas decidiram boicotar o Facebook

Nos Ășltimos dias, o Facebook tem sido duramente criticado por uma campanha que pede que empresas parem de pagar por anĂșncios na plataforma. Chamada de Stop Hate for Profit (Pare de lucrar com o ódio, em tradução livre), o movimento jĂĄ ganhou a adesĂŁo de grandes empresas, que cancelaram anĂșncios no Facebook.

A campanha acusa a rede social de "amplificar as mensagens dos supremacistas brancos" e de "permitir mensagens que incitam violĂȘncia" e pede que sejam tomadas medidas mais rĂ­gidas contra a disseminação do ódio e de conteĂșdos racistas.

Fonte: G1

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