EU SOU A LENDA

Por Neder Guedes em 03/04/2020 às 12:28:49

Olhe para a rua e verá que vivemos dias estranhos. Dias de isolamento que nunca vimos e são semelhantes a contos fictícios. Afastamento que são próximos. É possível? Mais uma vez olhe ao seu redor. Se te contassem você não acreditaria.

As ruas estão com movimento típico de cidade em dia de feriado, contudo aposto que você já deve ter se imaginado dentro dos cenários com Will Smith em "Eu sou a Lenda".

Lá, um vírus incurável dizimou Nova Iorque. Por aqui, um vírus desconhecido assustando as pessoas no mundo todo. De qualquer forma o isolamento fez parte da rotina. Nas telinhas, pela sobrevivência. Na realidade, também. Os seres que vivem as sombras ganham força quando a luz se esconde e então saem para se alimentar daquilo que tem vida. Um cenário apocalíptico que pensamos um dia nunca viver, e que na verdade vivemos há muito tempo.

Não por conta do Covid-19, tenha fé, em breve haverá tratamento, vacinas, alternativas de se combater. Na verdade o inimigo é outro, mesmo também sendo invisível. É cruel, pois vem disfarçado de bondade. É letal e mata lentamente seus portadores e infectados. O que é pior, vem transmitido por amigos. Robert Neville, o personagem de Will tem como sua melhor companhia o seu cachorro, e nós este mundo cão.

As informações que circulam entre nós muitas vezes têm sido mais terríveis que qualquer praga descoberta pela ciência. Mentiras com padrão de verdade. Fofocas com formatos de avisos bem intencionados. O tal isolamento social bem que poderia ser expandido, mas a consciência, já infectada, não permitiria.

Podemos escolher o que lemos, mas ao recebermos um link com títulos sequer temos a curiosidade para saber o conteúdo e simplesmente compartilhamos. Ao ver um desastre milhares de celulares estão prontos, não para chamar o socorro, mas para registrar e depois publicar o horrendo como se fosse a própria missão de vida. Quem prefere não ouvir, não saber, não disseminar este vírus da informação inverídica é tido como aberração da natureza, tal qual os zumbis daquele filme. Uma geração sem filtros e por conta disto, talvez sem futuro.

Cá entre nós, qual a solução? O apóstolo Paulo que parece ter vivido esta realidade absurda há quase dois milênios dá-nos um conselho mais atual que a tecnologia do amanhã: "Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus"(Romanos 12.2). Inconformar-se é o início. Desintoxicar-se através de literaturas sadias é a continuidade. Aproximar-se de quem te faz crescer te fará diferenciado.

Estamos isolados? Não mesmo, apenas pela conveniência. No longa-metragem houve sobreviventes, pessoas que se tornaram imunes. Na verdade se preservaram. E aqui e aí do outro lado, também podemos nos preservar. Ser A LENDA, hoje é mais que uma boa escolha. É uma questão de sobrevivência.

Marcus Antonio é:

• Filho de Deus pela Graça;

• Marido da Adriana;

• Autor dos livros "O Incrível Poder da Semente" e "O Legado dos Heróis".

Siga pelo Instagram: @marcusantonioam


Fonte: Inscritor Marcus Antônio

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